terça-feira, 12 de novembro de 2013

Boas práticas ao criar testes com Selenium

Olá, pessoal!

Publiquei mais um texto no blog da Dextra: Boas práticas ao criar testes com Selenium:
Testes automatizados são um assunto de suma importância para um sistema. Uma das ferramentas de grande destaque nesta área, quando estamos falando de sistemas web, é o Selenium. 
É importante ter o entendimento de como usar da melhor maneira o Selenium, evitando trilhar caminhos perigosos no seu uso e extraindo o que há de melhor dele. Sendo assim, este texto segue com algumas dicas de utilização do Selenium que podem poupar o desenvolvedor de alguns problemas. 
Mas, de quais problemas estamos falando?
 Espero que gostem!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Textos de minha autoria no blog da Dextra!

Olá, pessoal!

Agora também estou publicando textos no blog da Dextra! Já foram 2 publicados!

O primeiro fala de uma característica (ou bug?) do Hibernate ao realizar mapeamentos @OneToOne em determinadas condições. Importante leitura para todo desenvolvedor que usa Hibernate!

O segundo publicado foi o primeiro de uma série de vários textos com dicas de uso do Hibernate, que vão das simples até as mais avançadas. A maioria deles serão publicados no blog da Dextra, mas deixarei o link de cada um deles aqui no blog também.

Espero que gostem!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Comparando Enumerators no Java

Olá, pessoal!

Estou aqui novamente, agora para falar dos Enumerators no Java.

Trabalhando com Enumerators, é normal precisarmos comparar um Enumerator com outro Enumerator. Existem 2 formas de fazer isto:
  • usando equals();
  • usando == ;

O uso que vejo mais comum é do equals(). Acredito que seja mais usado pelo fato do equals() ser adotado em qualquer comparação de objeto, pois o uso do == realiza a comparação de endereço na memória (que é o que raramente precisamos na aplicação).

Tão raro mas... faz todo sentido no caso dos Enumerators! Com uma vantagem: previne NullPointerException. Como isto é possível? Vamos aos exemplos.

Vamos pensar em um Enumerator chamado TipoDocumento, que contém as seguintes constantes: CPF e CNPJ:

public enum TipoDocumento {
    CPF, CNPJ;
}

Digamos que uma classe Pessoa tenha um atributo TipoDocumento:

public class Pessoa {
     private TipoDocumento tipoDocumento;
     //getters e setters
}




Dado 2 instâncias de Pessoa (vamos chamá-las de pessoa1 e pessoa2), podemos comparar seus tipos de documento com equals():

if(pessoa1.getTipoDocumento().equals(pessoa2.getTipoDocumento()) {
     //...
}

ou usando == :

if(pessoa1.getTipoDocumento() == pessoa2.getTipoDocumento()) {
     //...
}

Reforçando, as 2 soluções são corretas!

Contudo, a segunda solução tem a vantagem de não estar tão sujeita a um NullPointerException quanto na primeira, pois se o getTipoDocumento da pessoa 1 estiver nulo na primeira solução, ocorrerá um NullPointerException.

A segunda solução também funciona pois o CPF e CNPJ são constantes do TipoDocumento, portanto, terão sempre o mesmo endereço na memória da aplicação. Por esta razão, podemos utilizar o operador == para comparação. Uma última vantagem da segunda abordagem é que ela deixa o código mais legível, o que é sempre bem-vindo.

Enfim, uma dica simples, mas útil =).

sábado, 7 de setembro de 2013

10 livros para desenvolvedores Java experientes

Olá pessoal!

Saiu no blog Java Code Geeks um post sobre os melhores 10 livros para desenvolvedores Java experientes. Vale conferir, mesmo que você não se considere tão experiente assim!

Já tive a oportunidade de conferir o Effective Java e Clean Code! Vocês ouvirão eu falar destes livros aqui algumas vezes. Outro livro que também está na lista do blog, e que será minha próxima leitura, é o Refactoring: Improving the Design of Existing Code, do Martin Fowler.

Tudo a ver com qualidade!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mão na massa! Como retornar coleções em métodos?

Depois dos primeiros textos sobre qualidade, que focavam mais no aspecto comportamental com relação ao novato, equipe, chefe, cliente e empresa, vamos agora começar a falar de código!

Como estamos começando o assunto no blog, de início não vou partir para nada mais avançado em termos de qualidade de código, como design patterns. Vou começar a demonstrar pequenas práticas, com foco na linguagem Java, que podem ser facilmente incorporadas no código produzido diariamente pelo desenvolvedor. Em princípio, acredito que serão muito úteis para os desenvolvedores novatos.

Um bom programador deve dominar o conhecimento de práticas simples na construção de código. Livros como Code Complete, Clean Code e Effective Java exploram muito bem estas práticas, só que este conteúdo parece não alcançar grande parte dos desenvolvedores, pois observo que pouco se fala e se exercita qualidade de código no Brasil, ainda mais quando falamos da parte de testes. Obviamente, teste é primordial para conquista de qualidade, mas ele sozinho está longe de resolver seu problema de qualidade. Como diria Steve McConnell, no livro Code Complete:

[...] trying to improve software quality by increasing the amount of testing is like trying to lose weight by weighing yourself more often.

Sendo assim, vamos para uma pequena e simples prática:

  • Ao invés de retornar null para métodos que retornam uma coleção (um List, por exemplo), retornar uma coleção vazia;

Vamos a um exemplo. Imagine que você tem o seguinte método:

public List<String> consultarListaDeAlgumaCoisa() {
       //metodo fazendo alguma logica para retornar alguma coisa
       return null;
}

Evite fazer isto! Se ocorre algo na lógica do seu código onde a lista poderá vir sem elementos, retorne uma lista vazia ao invés de null:


public List<String> consultarListaDeAlgumaCoisa() {
       //metodo fazendo alguma logica para retornar alguma coisa
       return Collections.emptyList();
}

Assim, quando alguém chamar este método, não precisará verificar se a lista está nula ou não. Isto significará menos código a ser escrito, lido e chances menores de NullPointerException na aplicação.

É claro, existem raras ocasiões que o retorno de uma lista nula pode significar algo na lógica da aplicação, diferente de uma coleção vazia. Mas temos que admitir que este tipo de situação é exceção, e não regra.

sábado, 24 de agosto de 2013

A empresa e a qualidade de código - Parte Final

Enfim, usei todo este discurso para chegar ao ponto que gostaria. Um software de qualidade vai além do código-fonte, pois envolve também a satisfação do cliente. E se a empresa busca qualidade em seus softwares, ela vai ter que flexibilizar o processo de desenvolvimento de alguma forma e seus empregados precisam estar dispostos e preparados para isto.

Este tipo de movimento começa desde a fase de proposta do projeto pela equipe comercial da empresa. Os clientes em potencial também precisam entender como é o processo de desenvolvimento de software. Alguns deles, infelizmente, entendem que software é um produto simples que você pergunta quanto é, paga e ele atenderá as suas necessidades ao final. Mas a realidade não é esta. O cliente precisa estar envolvido do começo ao fim do desenvolvimento. Só assim ele terá um produto, na visão dele, com qualidade: regras de negócio contempladas, sem bugs preocupantes, com os ajustes que ele gostaria e com a aprovação do usuário final do produto.

E a empresa pode fazer algo com relação a qualidade do código em si? Claro! Se sua empresa incentiva a busca pela qualidade, já temos meio caminho andado, pois este incentivo abrirá portas para que a equipe faça refatorações no código, use de pair programming e code review, dedique tempo para testes e integração contínua, dentre outras ações voltadas a qualidade que poderiam ser barradas em algumas empresas por pura ignorância.

A empresa pode ir um pouco além e capacitar as pessoas, incentivando membros mais experientes a realizarem palestras e workshops sobre qualidade de software, envolvendo assuntos que iremos tratar aqui no blog.

Bem, chega ao fim esta "série" sobre qualidade. Meu intuito foi demonstrar o envolvimento na qualidade do software pelos diferentes papéis na empresa. Como podem ter notado, gosto de conversar sobre assuntos comportamentais e organizacionais, então creio que vamos ver com alguma frequência este tipo de texto por aqui, mas o foco daqui em diante será código e mais código!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A empresa e a qualidade de código - Parte 1

Depois de falarmos do papel do novato, da equipe, do chefe e do cliente com relação a qualidade de código, vamos falar finalmente do papel da empresa.

Não sou exatamente um empresário do ramo de software, então deem uma aliviada no que vou dizer agora. Pelo que consigo observar nos meus anos de experiência, os principais objetivos de uma empresa de desenvolvimento de software incluem: ver seus clientes utilizarem o software o mais cedo possível, ficarem satisfeitos com o produto entregue, procurarem a empresa novamente para novos projetos e sempre cobrarem um preço justo do cliente, o suficiente para gerar lucro para a empresa.

Para estes 4 objetivos serem alcançados, todos eles passam pela qualidade do software:

  1. utilizarem o software o mais cedo possível: o software precisa estar nas mãos dos usuários do cliente o quanto antes. De preferência, se assim for possível, o software deve estar o quanto antes em ambiente de produção.
  2. satisfeitos com o produto entregue: o software faz exatamente o que o cliente quer. Foi o produto que o cliente imaginou e que foi entregue
  3. procurarem a empresa novamente: o software não só atendeu perfeitamente os anseios do cliente, como o mesmo gostou da experiência e preço da empresa, procurando-a novamente em projetos futuros.
  4. lucro para a empresa: a empresa conseguiu atender a demanda do cliente e conseguiu lucrar conforme o planejado.

Para conquistar estes objetivos, podemos descartar de início algum processo de desenvolvimento "travado", pouco ágil, que comumente encaixa-se no termo "fábrica de  software". Embora processos não-ágeis possam garantir a qualidade do código gerado, são processos muito caros (indo contra o item 4), demorados pela burocracia envolvida que agrega pouco ou nenhum valor (indo contra o item 1) e que tem um risco alto da entrega não atender o que o cliente deseja (indo contra o item 2). No final disto, o item 3 dificilmente pode ser alcançado.

Em geral, uma metodologia ágil acaba sendo a escolha mais natural, pois consegue contemplar melhor os objetivos acima e manter a qualidade do código. Contudo, a empresa precisa permitir que os softwares sejam construídos desta maneira.

É muito comum encontrar empresas com cultura de anos atrás, de "fábrica de software", onde os empregados são chamados de "recursos" e os seus gestores acreditam que este modelo é o único que funciona. Aliás, não só gestores podem ser resistentes a mudanças nesta cultura dentro da empresa, mas também os desenvolvedores, que se acomodaram com o que sabem e não vão em busca de atualizar seus conhecimentos. Este desconhecimento de outras metodologias e tecnologias por estes profissionais são praticamente um reflexo do atraso da empresa na área de desenvolvimento de software.

No próximo texto vou explicar a relação do que foi escrito acima com qualidade, encerrando (finalmente!) a "série"!